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O EVANGELHO SEGUNDO JESUS E O AUTO DE FÉ DE BARCELONA


Se voltássemos no tempo a dois mil anos atrás, precisamente na Palestina, encontraríamos uma pequena cidade com casinhas rústicas encravadas na encosta dos morros chamada Nazaré, lugar de repouso obrigatório às caravanas que vinham de Damasco e de Jerusalém.

A cidade ficava na região da Judéia e era rodeada por olivais e vinhedos. Seus habitantes, sobretudo os mais pobres, andavam descalços e usavam uma túnica amarrada à cintura por um cadarço de linho.

E entre o vai e vem da multidão pelas ruas estreitas, misturavam-se sírios, fenícios, babilônicos e gregos estabelecendo um mercado a céu aberto. Tendas de ferreiros e artífices trabalhavam para atender as caravanas, e entre elas, uma humilde carpintaria servia de refúgio para um menino 13 anos que deveria ficar longe dos olhos e dos ouvidos dos poderosos de sua época.

Esse menino extraordinário, mesmo com pouca idade, já era instruído na Tora e dominava os princípios da metafísica, alquimia e astrologia transmitida a ele por três magos vindos do oriente. Por consequência, sabia ler e escrever em aramaico, assim como nos principais idiomas dos povos que transitavam pela Judéia.

Se avançarmos vinte anos à frente o